JOBS FOR THE POORS
Folheio o jornal e dou de caras com anúncios de câmaras municipais, escolas e institutos a pedir gente. Auxiliares. Ordenados na casa dos 400/500 euros mês. Seria curioso pensar como é que se vive num dos países com o custo de vida mais elevado da Europa com esse dinheiro.
Isto lembra-me que uma amiga não se pode reunir comigo na próxima semana (desenvolvemos um projecto complicado no domínio das novas tecnologias e do vídeo) porque lhe apareceu um trabalho de alguns dias como Assistente de Guarda-Roupa. Anos a estudar cinema no estrangeiro para ganhar a vida a passar vestidos a parvas que mal sabem ler ou escrever (e que gostam desse estado) mas que ganham milhares de contos por mês. Alguém tem uma ideia de quanto ganha a Merche Romero? Ou aquele apresentador/actor dos Ídolos? Eu tenho. Mais de um mira-amaral por mês. A minha amiga está contente porque vai ter dinheiro para pagar a renda, este mês. Tal como a amiga que lhe arranjou o biscate, arquitecta no desemprego e que também andará a apertar os fechos às coristas.
Alguém se admira dos miúdos se espremerem em filas de quilómetros para fingirem que sabem cantar e atingir o "sucesso"? Eu, não. Já não.
As alternativas estreitam-se cada vez mais, no nosso país(inho) com gel.
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